quinta-feira, 25 de outubro de 2012
terça-feira, 16 de outubro de 2012
Não diga a ninguém
Leila Silva
Leila Silva ficou famosa na década de 1960 e com a música Não sabemos, de Rubens Caruso, gravado com orquestra sob regência do maestro Poly - Ainda no mesmo ano, lançou seu primeiro LP, "Perdão para dois", com orquestras regidas por Élcio Alvarez e Guerra Peixe, rendendo a ela a conquista dos prêmios mais importantes da época. Sucesso no rádio e na televisão, se apresentou em quase todos os programas.
Começou a cantar na Rádio Atlântica de Santos, acompanhada dos conjuntos regionais de Pascoal Mello e de Maurício Moura, irmão do cantor Mauricy Moura.
Leila Silva é uma geminiana nascida em Manaus, porém foi em Santos (onde reside até hoje) que conquistou seu cartaz, iniciando a carreira de grande cantora na Rádio Atlântica e na Rádio Clube de Santos, por volta de 1958.
Nessa época, por sua atuação naqueles prefixos, ganhou o troféu do jornal "A Tribuna", como melhor intérprete e foi coroada "Rainha dos Músicos". Por seu talento inegável, gravou seu primeiro disco 78 rpm, na etiqueta "Califórnia", com os sambas "Mentira" e "Resignação".
A beleza de sua voz chamou a atenção da crítica e do público para uma nova estrela que surgia na constelação de nossa música. De acordo com o grande Palmeira (Diogo Mulero), Leila "podia cantar sem mostrar seu corpo perfeito, pois não necessitava deste expediente", tal a qualidade de sua voz.
O inesquecível Palmeira, da dupla Palmeira e Biá, tinha alma e talento de artista, sabendo onde estava o sucesso. Por suas mãos, Leila Silva entrou para o cenário profissional definitivamente, assinando um novo contrato com a "Chantecler".
Neste selo, a estrela assinalou inúmeros e sucessivos sucessos como o pioneiro "Não Sabemos", "Não Diga a Ninguém" (Eu já fiz a sua trouxa), "Que Será de Ti", "Inteirinha", entre tantos outros, mas a consagração definitiva se deu em 1960, quando lançou "Perdão Para Dois".
Não Diga a Ninguém" (Eu já fiz a sua trouxa)
De Kalafe e aTurma
Guerra!
Guerra!
Guerra!
Palavra que encerra, dentro de mim
O medo do fim, vim pra matar
Matar pra acabar...
Com todo o amor, com todo o calor
Que ainda há no mundo, apesar de imundo
Imundo porque, fazem você, chorar do que vê...
Paz, eu sei não há mais, mas tento esquecer
Que vamos morrer, morrer muito cedo
Por causa do medo...
Por causa de loucos, que eu sei não são poucos
Que querem assim, pra todos o fim
Por meio da guerra, fazendo varrer
Da face da terra, tudo que existe
Paz!
Paz!
Paz!
Eu sei não há mais, mas tento esquecer
Que vamos morrer, morrer muito cedo
Por causa do medo...
Por causa de loucos, que eu sei não há poucos
Que querem assim, pra todos o fim
Por meio da guerra, fazendo varrer da face da terra...
Tudo que existe, meu Deus vai ser triste
Tudo que existe, meu Deus vai ser triste
Paz!
Paz!
Paz

